O AGORA...

AGORA: Palavra comumente usada para lembrar-nos do pragmatismo contemporâneo. Mas o que significa de fato, nos nossos dias, viver o AGORA?
Acordei perguntando-me exatamente isso hoje... E resolvi experimentar a sensação: da água do banho caindo sobre meu corpo, o barulho das gotas, o cheiro do xampu, do sabonete; Do vento que ao longo do dia, por várias vezes, acaricia minha pele; O toque dos raios de sol penetrando meus poros; O olhar das pessoas na rua, seu jeito de caminhar; As vidas dentro dos carros... As aglomerações diante da faixa aguardando o sinal.
Viver o agora implica ser simples...Acolher a simplicidade que é a vida, que é Deus!
Implica tirar dos ombros as responsabilidades, as pessoas e colocá-las no coração... Carregá-las por amor, acolhê-las por amor.
Viver o AGORA é recordar-se de que as relações precisam ser alimentadas... Precisam ser repensadas também. É perceber-se virtual demais para ser autêntico e feliz e decidir mudar isso...E mudar.
Viver o AGORA é preocupar-se menos com os cotovelos sobre a mesa e mais com o pão partilhado... É sentar-se quando sentir-se cansado, correr quando se tem vontade e energia pra isso, dormir quando sentir-se com sono... É usar a mesma roupa sem preocupar-se com quem a possa já ter observado, é saber que o seu valor não está na marca que você usa, nem na variedade de aquisições que possa ter ou deixar de ter... Mas na capacidade que encontrou em si mesmo de ser livre, de amar concretamente, de ser feliz mesmo nas horas de sombra. Seu valor está no valor que atribui as pessoas, à vida, ao AGORA!

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ESCOLHER O CAMINHO MENOS PERCORRIDO PODE FAZER TODA A DIFERENÇA...
The Road Not Taken

TWO roads diverged in a
yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood,
and I...
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost (1874–1963). Mountain Interval - 1920.